Difference between revisions of "A Riqueza das Redes - Capítulo 5"

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Rory Cejas era um bombeiro paramédico no Departamento de Bombeiros de Miami em 2003, quando ele escalou seu irmão, sua esposa e um amigo para gravar um ''fan film'' no estilo de Guerra nas Estrelas. Usando uma câmera de vídeo simples e um tripé, e software amplamente disponível de edição de imagens e filme em seu computador, ele fez um filme de 20 minutos que chamou de ''A Saga Jedi''. O filme não é uma paródia. Não é crítica social. É uma tentativa de fazer um filme do gênero Guerra nas Estrelas, usando o mesmo tipo de personagens e narrativas. No mundo pré-digital, seria impossível, na prática, para Cejas fazer isto. Seria uma parte implausível de sua vida, ter sua esposa como uma sombria fêmea fatal, ou seu irmão como um Guerreiro Jedi, de modo que eles pudessem lutar ombro-a-ombro, com seus sabres-de-luz em punho, contra um bando de soldados clones do Império. E teria sido impossível para ele distribuir para amigos e outras pessoas o filme que fez. As condições materiais de produção cultural mudaram, de modo que agora into se tornou parte de seu conjunto de opções plausíveis. Ele não precisa de ajuda do governo para tal. Ele não precisa de nenhuma regra de acesso à mídia que lhe dê acesso aos estudios de gravação. Ele não recisa de regras de acesso que o permitam distribuir sua fantasia a qualquer um que queira assistí-la. O novo conjunto de opções plausíveis que se lhe abriu inclui não apenas a opção de sentar-se passivamente no cinema ou em frente à televisão e ver as imagens criadas por George Lucas, mas também a opção de tentar fazer este tipo de filme com suas próprias mãos.
 
Rory Cejas era um bombeiro paramédico no Departamento de Bombeiros de Miami em 2003, quando ele escalou seu irmão, sua esposa e um amigo para gravar um ''fan film'' no estilo de Guerra nas Estrelas. Usando uma câmera de vídeo simples e um tripé, e software amplamente disponível de edição de imagens e filme em seu computador, ele fez um filme de 20 minutos que chamou de ''A Saga Jedi''. O filme não é uma paródia. Não é crítica social. É uma tentativa de fazer um filme do gênero Guerra nas Estrelas, usando o mesmo tipo de personagens e narrativas. No mundo pré-digital, seria impossível, na prática, para Cejas fazer isto. Seria uma parte implausível de sua vida, ter sua esposa como uma sombria fêmea fatal, ou seu irmão como um Guerreiro Jedi, de modo que eles pudessem lutar ombro-a-ombro, com seus sabres-de-luz em punho, contra um bando de soldados clones do Império. E teria sido impossível para ele distribuir para amigos e outras pessoas o filme que fez. As condições materiais de produção cultural mudaram, de modo que agora into se tornou parte de seu conjunto de opções plausíveis. Ele não precisa de ajuda do governo para tal. Ele não precisa de nenhuma regra de acesso à mídia que lhe dê acesso aos estudios de gravação. Ele não recisa de regras de acesso que o permitam distribuir sua fantasia a qualquer um que queira assistí-la. O novo conjunto de opções plausíveis que se lhe abriu inclui não apenas a opção de sentar-se passivamente no cinema ou em frente à televisão e ver as imagens criadas por George Lucas, mas também a opção de tentar fazer este tipo de filme com suas próprias mãos.
  
''A Saga Jedi'' não vai ser um ''blockbuster''. É improvável que seja assistido por muitas pessoas. Aqueles que o assistirem provavelmente não irão apreciá-lo como apreciam qualquer um dos filmes de George Lucas, mas esta não é a questão.
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''A Saga Jedi'' não vai ser um ''blockbuster''. É improvável que seja assistido por muitas pessoas. Aqueles que o assistirem provavelmente não irão apreciá-lo como apreciam qualquer um dos filmes de George Lucas, mas esta não é a questão. Quando alguém como Cejas faz um filme deste tipo, ele não está deslocando o trabalho de George Lucas. Está, na verdade, mudando o que ele próprio faz - de ficar sentado em frente a uma tela sendo pintada por alguém para passar a pintar sua própria tela. Aqueles que o assistem irão apreciá-lo da mesma forma que amigos e família apreciam conversar e cantar juntos, em vez de ficarem sentados ouvindo pessoas falando na TV. <!-- tradução livre -->
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'''incompleto'''
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==autonomia, propriedade e "commons"==
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(pág. 143)
  
 
'''incompleto'''
 
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Revision as of 06:05, 18 July 2006

Liberdade Individual: Autonomia, Informação e Lei

incompleto

Freedom to do more for oneself, by oneself, and with others

(pág.134)

Rory Cejas era um bombeiro paramédico no Departamento de Bombeiros de Miami em 2003, quando ele escalou seu irmão, sua esposa e um amigo para gravar um fan film no estilo de Guerra nas Estrelas. Usando uma câmera de vídeo simples e um tripé, e software amplamente disponível de edição de imagens e filme em seu computador, ele fez um filme de 20 minutos que chamou de A Saga Jedi. O filme não é uma paródia. Não é crítica social. É uma tentativa de fazer um filme do gênero Guerra nas Estrelas, usando o mesmo tipo de personagens e narrativas. No mundo pré-digital, seria impossível, na prática, para Cejas fazer isto. Seria uma parte implausível de sua vida, ter sua esposa como uma sombria fêmea fatal, ou seu irmão como um Guerreiro Jedi, de modo que eles pudessem lutar ombro-a-ombro, com seus sabres-de-luz em punho, contra um bando de soldados clones do Império. E teria sido impossível para ele distribuir para amigos e outras pessoas o filme que fez. As condições materiais de produção cultural mudaram, de modo que agora into se tornou parte de seu conjunto de opções plausíveis. Ele não precisa de ajuda do governo para tal. Ele não precisa de nenhuma regra de acesso à mídia que lhe dê acesso aos estudios de gravação. Ele não recisa de regras de acesso que o permitam distribuir sua fantasia a qualquer um que queira assistí-la. O novo conjunto de opções plausíveis que se lhe abriu inclui não apenas a opção de sentar-se passivamente no cinema ou em frente à televisão e ver as imagens criadas por George Lucas, mas também a opção de tentar fazer este tipo de filme com suas próprias mãos.

A Saga Jedi não vai ser um blockbuster. É improvável que seja assistido por muitas pessoas. Aqueles que o assistirem provavelmente não irão apreciá-lo como apreciam qualquer um dos filmes de George Lucas, mas esta não é a questão. Quando alguém como Cejas faz um filme deste tipo, ele não está deslocando o trabalho de George Lucas. Está, na verdade, mudando o que ele próprio faz - de ficar sentado em frente a uma tela sendo pintada por alguém para passar a pintar sua própria tela. Aqueles que o assistem irão apreciá-lo da mesma forma que amigos e família apreciam conversar e cantar juntos, em vez de ficarem sentados ouvindo pessoas falando na TV.

incompleto

autonomia, propriedade e "commons"

(pág. 143)

incompleto