Difference between revisions of "A Riqueza das Redes - Capítulo 1"

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Informação, conhecimento e cultura são centrais para a liberdade e o desenvolvimento humano. A forma como são produzidos e trocados em nossa sociedade afeta críticamente a forma como vemos o mundo como ele é e como poderia ser; quem decide essas questões; e como nós, como sociedades e políticas, vimos a entender o que pode e o que deve ser feito. Durante mais de 150 anos, complexas democracias modernas têm dependido em larga escala de uma economia industrial da informação para estas funções básicas. Nos últimos 15 anos, nós começamos a ver uma mudança radical na organização da produção de informação. Habilitados pela mudança tecnológica, estamos começando a ver uma série de adaptações econômicas, sociais e culturais que tornam possível uma transformação radical de como construimos o ambiente informacional que ocupamos como indivíduos autônomos, cidadãos e membros de grupos culturais e sociais. Parece ultrapassado hoje em dia falar da "Revolução da Internet". Em alguns círculos acadêmicos, isto é realmente ingênuo. Mas não deveria ser. A mudança trazida pelo ambiente da rede de informações é profunda. É estrutural. Ela vai até as bases de como mercados e democracias liberais têm co-evoluído por quase dois séculos.
 
Informação, conhecimento e cultura são centrais para a liberdade e o desenvolvimento humano. A forma como são produzidos e trocados em nossa sociedade afeta críticamente a forma como vemos o mundo como ele é e como poderia ser; quem decide essas questões; e como nós, como sociedades e políticas, vimos a entender o que pode e o que deve ser feito. Durante mais de 150 anos, complexas democracias modernas têm dependido em larga escala de uma economia industrial da informação para estas funções básicas. Nos últimos 15 anos, nós começamos a ver uma mudança radical na organização da produção de informação. Habilitados pela mudança tecnológica, estamos começando a ver uma série de adaptações econômicas, sociais e culturais que tornam possível uma transformação radical de como construimos o ambiente informacional que ocupamos como indivíduos autônomos, cidadãos e membros de grupos culturais e sociais. Parece ultrapassado hoje em dia falar da "Revolução da Internet". Em alguns círculos acadêmicos, isto é realmente ingênuo. Mas não deveria ser. A mudança trazida pelo ambiente da rede de informações é profunda. É estrutural. Ela vai até as bases de como mercados e democracias liberais têm co-evoluído por quase dois séculos.
  
<!--A series of changes in the technologies, economic organization, and social practices of production in this environment has created new opportunities for how we make and exchange information, knowledge, and culture. These changes have increased the role of nonmarket and nonproprietary production, both by individuals alone and by cooperative efforts in a wide range of loosely or tightly woven collaborations. These newly emerging practices have seen remarkable success in areas as diverse as software development and investigative reporting, avant-garde video and multiplayer online games. Together, they hint at the emergence of a new information environment, one in which individuals are free to take a more active role than was possible in the industrial information economy of the twentieth century. This new freedom holds great practical promise: as a dimension of individual freedom; as a platform for better democratic participation; as a medium to foster a more critical and self-reflective culture; and, in an increasingly information-dependent global economy, as a mechanism to achieve improvements in human development everywhere.
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Diversas mudanças nas tecnologias, organização econômica e práticas sociais de produção neste ambiente criaram novas oportunidades para produzirmos e trocarmos informações, conhecimento e cultura. Mudanças favoreceram um aumento de produção não-proprietária e não-mercadológica, ambas por indivíduos sozinhos e por esforços cooperativos numa gama de colaborações fraca ou fortemente elaboradas. Essas práticas emergentes têm apresentado sucesso notável em áreas tão diversas quanto desenvolvimento de ''software'' e relatórios investigativos, vídeo ''avant-garde'' e jogos ''online'' multijogadores. Juntas, elas sugerem a eminência de um novo ambiente de informação em que indivíduos são livres para ter uma participação mais ativa do que era possível na economia de informação industrial do século XX. Essa nova liberdade traz grandes promessas práticas: uma forma de liberdade individual; uma plataforma para melhor participação democrática; um meio de fomentar uma cultura mais crítica e auto-reflexiva; e, numa economia global cada vez mais dependente da informação, um mecanismo para obter melhorias no desenvolvimento humano em todo lugar.
  
The rise of greater scope for individual and cooperative nonmarket production of information and culture, however, threatens the incumbents of the industrial information economy. At the beginning of the twenty-first century, we find ourselves in the midst of a battle over the institutional ecology of the digital environment. A wide range of laws and institutions-from broad areas like telecommunications, copyright, or international trade regulation, to minutiae like the rules for registering domain names or whether digital television receivers will be required by law to recognize a particular code-are being tugged and warped in efforts to tilt the playing field toward one way of doing things or the other. How these battles turn out over the next decade or so will likely have a significant effect on how we come to know what is going on in the world we occupy, and to what extent and in what forms we will be able-as autonomous individuals, as citizens, and as participants in cultures and communities-to affect how we and others see the world as it is and as it might be.
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<!--The rise of greater scope for individual and cooperative nonmarket production of information and culture, however, threatens the incumbents of the industrial information economy. At the beginning of the twenty-first century, we find ourselves in the midst of a battle over the institutional ecology of the digital environment. A wide range of laws and institutions-from broad areas like telecommunications, copyright, or international trade regulation, to minutiae like the rules for registering domain names or whether digital television receivers will be required by law to recognize a particular code-are being tugged and warped in efforts to tilt the playing field toward one way of doing things or the other. How these battles turn out over the next decade or so will likely have a significant effect on how we come to know what is going on in the world we occupy, and to what extent and in what forms we will be able-as autonomous individuals, as citizens, and as participants in cultures and communities-to affect how we and others see the world as it is and as it might be.
  
 
=== The Emergence of the Networked Information Economy ===
 
=== The Emergence of the Networked Information Economy ===

Revision as of 16:06, 3 July 2006

John Stuart Mill, On Liberty |Table of Contents | Chapter 1 Summary
Bulleted Chapter 1 | Discuss Chapter 1


Capítulo 1 Introdução: Um Momento de Oportunidade e Desafios

Informação, conhecimento e cultura são centrais para a liberdade e o desenvolvimento humano. A forma como são produzidos e trocados em nossa sociedade afeta críticamente a forma como vemos o mundo como ele é e como poderia ser; quem decide essas questões; e como nós, como sociedades e políticas, vimos a entender o que pode e o que deve ser feito. Durante mais de 150 anos, complexas democracias modernas têm dependido em larga escala de uma economia industrial da informação para estas funções básicas. Nos últimos 15 anos, nós começamos a ver uma mudança radical na organização da produção de informação. Habilitados pela mudança tecnológica, estamos começando a ver uma série de adaptações econômicas, sociais e culturais que tornam possível uma transformação radical de como construimos o ambiente informacional que ocupamos como indivíduos autônomos, cidadãos e membros de grupos culturais e sociais. Parece ultrapassado hoje em dia falar da "Revolução da Internet". Em alguns círculos acadêmicos, isto é realmente ingênuo. Mas não deveria ser. A mudança trazida pelo ambiente da rede de informações é profunda. É estrutural. Ela vai até as bases de como mercados e democracias liberais têm co-evoluído por quase dois séculos.

Diversas mudanças nas tecnologias, organização econômica e práticas sociais de produção neste ambiente criaram novas oportunidades para produzirmos e trocarmos informações, conhecimento e cultura. Mudanças favoreceram um aumento de produção não-proprietária e não-mercadológica, ambas por indivíduos sozinhos e por esforços cooperativos numa gama de colaborações fraca ou fortemente elaboradas. Essas práticas emergentes têm apresentado sucesso notável em áreas tão diversas quanto desenvolvimento de software e relatórios investigativos, vídeo avant-garde e jogos online multijogadores. Juntas, elas sugerem a eminência de um novo ambiente de informação em que indivíduos são livres para ter uma participação mais ativa do que era possível na economia de informação industrial do século XX. Essa nova liberdade traz grandes promessas práticas: uma forma de liberdade individual; uma plataforma para melhor participação democrática; um meio de fomentar uma cultura mais crítica e auto-reflexiva; e, numa economia global cada vez mais dependente da informação, um mecanismo para obter melhorias no desenvolvimento humano em todo lugar.



Atenção: Esta tradução ainda está incompleta.

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